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Camarão pode ser mais uma alternativa de renda para produtores da região

Um curso com aulas teóricas e práticas está sendo realizado em Lucas do Rio Verde
Por Ascom Prefeitura/Carolina Matter
09/08/2019 14:38:00

(Foto: Ascom Prefeitura/Carolina Matter e Luiz Henrique Fernandes)


Produtores de Lucas do Rio Verde e região estão participando nesta sexta-feira (09) e sábado (10) de um curso de cultivo de camarão com a tecnologia de bioflocos. A capacitação, que conta com aulas teóricas e práticas, está sendo realizada através da parceria entre a Prefeitura, o Sebrae e a Empaer.

O objetivo é oportunizar conhecimento e novas tecnologias para diversificar a produção, uma vez que o camarão marinho cultivado em água doce tem se mostrado um ótimo negócio a nível nacional e o Mato Grosso possui vantagens para o cultivo de algumas espécies, tais como temperatura acima de 27°C, disponibilidade de insumos para a fabricação da ração, água em abundância e bom mercado consumidor dentro e fora do estado.

O engenheiro e doutor de aquicultura, Bruno Ricardo Scopel, que está ministrando o curso, explica que a produção de camarão em água doce vem desde a década de 70, mas que foi se aprimorando com o passar dos anos e hoje é viável em diversas regiões. “Usando algumas técnicas novas, a gente consegue produzir camarão marinho em regiões de água doce. Para quem já é ligado à piscicultura, são necessários alguns investimentos básicos de infraestrutura e aplicação de técnicas para boa manutenção na qualidade de água. Mas a produção é possível para qualquer produtor que tenha acesso à água doce, inclusive trabalhar o camarão consorciado com outros peixes, técnica chamada de policultivo”, comentou.

Luciano Hirrah é produtor de peixes na região de Sorriso e este já é o segundo curso relacionado ao cultivo de camarão que ele participa. “Hoje o nosso grande foco é a produção de pintado, mas todo produtor procura uma atividade que consorcie o máximo possível para ter variedade, então o camarão vem como produto de fácil venda, apesar da criação um pouco mais complicada. É um caminho longo a ser trilhado, mas é possível. Meu propósito é aprender sobre essas novas tecnologias, não pensando em ampliar a área, mas aumentar a produção com qualidade na estrutura que já está disponível. Teremos orientação técnica na fazenda para melhorar o que precisa e acho que no próximo ano já podemos estar com a produção de camarão na região”, comentou.

Com relação ao mercado, o palestrante pontuou que “o camarão é um produto que tem alta demanda, que vende fácil, seja de água doce ou de água salgada, ele é muito bem aceito pelos restaurantes, pelos consumidores. Fazendo um boa planejamento, um bom estudo, é algo bem viável. E sendo bem preparado, camarão fica bom de qualquer maneira”.

Conforme o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Albieri, a atividade deve ser difundida pensando no mercado regional. “Quando nós iniciamos a ideia, achamos que teríamos no máximo dez agricultores, mas nos surpreendeu com mais de 20 pessoas. É uma oportunidade para esses produtores aprenderem algo novo, uma alternativa de renda e oportunizar o acesso a novas tecnologias com aulas teóricas e práticas. É uma alternativa de renda muito viável e muito lucrativa para nossa região”, enfatizou.

Para o gerente do Sebrae, Claudiney Aquino, a instituição “busca gerar e fomentar novas tecnologias, meios e formas de agregar fonte de renda para as empresas e produtores, é o papel do Sebrae fazer esse trabalho de envolvimento e oportunizar aprendizado também”.

 


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