02/03/2026 22:07:30
https://www.lucasdorioverde.mt.gov.br/site/noticias/2926/
(Foto: Ascom/Marcello Paulino)
Uma reunião na manhã de hoje (02), entre o prefeito Otaviano Pivetta, a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel e os gestores escolares reforçou o compromisso da Prefeitura de Lucas do Rio Verde em manter o diálogo e evitar a paralisação por parte dos professores.
Segundo o prefeito, a intenção do poder público é continuar com o grupo de estudos, formado por representantes da categoria, poder executivo, legislativo e sindicato e avaliar de maneira responsável a capacidade financeira do município, para depois conceder um reajuste salarial fundamentado e participativo.
Dos 16 gestores escolares da rede municipal, 15 votaram contra a paralisação e a favor do diálogo com o poder público. Cristiane Dias, gestora da Escola Municipal Vinícius de Moraes, foi a única que deixou de votar e ressaltou que os professores deveriam seguir o que foi decidido em assembleia e acatar a greve.
A ameaça de paralisação, marcada para amanhã (03), foi anunciada na noite de ontem (01), após a primeira reunião de avaliação das contas públicas, realizada pela comissão. A primeira proposta apresentada pelo grupo aos professores é que seriam necessários outros quatro encontros até que pudesse chegar a uma proposta.
Segundo a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel, é impossível analisar as finanças e os impactos de um possível reajuste nos próximos meses e anos, em apenas uma noite. “Nós temos que avaliar e decidir com responsabilidade. É muito fácil ceder para agradar e depois não ter como pagar. É hora de pensar no todo.”
Da lista com 30 reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), em fevereiro deste ano, 12 já foram atendidas, seis foram encaminhadas e outras 12, estão em estudo, o que inclui o reajuste salarial e a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
O sindicato cobra do poder público um reajuste de 17%, o que igualaria o piso oferecido pelo município (R$ 2.015,84) ao valor pago pelo Governo do Estado (R$ 2.353,79), para professores em início de carreira e por 30 horas semanais.
No entanto, a secretária ressalta que apesar do salário inicial mais atrativo, o plano de carreira oferecido pelo município é melhor e com valorização significativa dos profissionais ao longo dos anos. “Nós temos que pensar lá na frente e nas condições de trabalho que o município nos oferece. Hoje, o Estado pode parecer melhor, mas se pensarmos na nossa carreira, o município nos oferece mais benefícios.”
Atualmente, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde possui 1.538 servidores, entre efetivos, contratados e estagiários. Somente da educação, são 763 profissionais, sendo 450 professores. Destes, apenas 77, são filiados ao sindicato.
Segundo o prefeito, por representar menos de um quinto da categoria, o sindicato não tem legitimidade para deflagrar a greve e muito menos poder para impedir que os profissionais continuem o trabalho. “A nossa orientação é que os pais levem os filhos pra escola amanhã (03). Acreditamos no comprometimento dos professores com as nossas crianças.”
A Procuradoria Jurídica do município já reuniu os documentos necessários, que comprovam a ilegalidade da paralisação e irá pleitear na justiça, o retorno a sala de aula, caso os professores optem pela paralisação. O prefeito também ressalta que além do desconto em folha de pagamento pelos dias perdidos, irá tomar todas as medidas cabíveis contra aqueles que aderirem a greve.