03/03/2026 01:49:18
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(Foto: Ascom/Eder Bones)
A realidade econômica de Mato Grosso, as expectativas e os gargalos que impedem o desenvolvimento do Estado foram os temas discutidos na manhã de hoje (03), durante o painel “Caminhos e Desafios do Desenvolvimento Sustentável”, promovido pela Expolucas 2013.
O painel teve a participação de produtores rurais, autoridades como o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta e gestores dos municípios da região, do senador Pedro Taques (PDT- MT), da ex-senadora Serys Slhessarenko, do economista Luiz Antônio Pagot e do diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo.
Um dos principais assuntos questionados durante o painel foi a falta de infraestrutura de logística para o escoamento da produção agrícola do estado. Segundo o relatório divulgado pela Famato, somente os produtores rurais da região médio norte de Mato Grosso deixaram de ganhar cerca de R$ 2.7 bilhões nos últimos cinco anos com a falta de alternativas de transporte e concorrência entre os modais.
“É um dinheiro que vai para o ralo. Se tivéssemos aqui ferrovias e hidrovias competindo com as rodovias no transporte da safra, com certeza teríamos mais competitividade, melhores preços e mais dinheiro no bolso do produtor e circulando na economia da região”, ressaltou o diretor executivo da Famato, Seneri Paludo.
O estudo mostrou ainda que nos últimos 20 anos, Lucas do Rio Verde registrou um crescimento de 150 vezes na produção de grãos (soja e milho). Na produção de carnes, segundo ciclo econômico, o crescimento chegou a 870%, nos últimos dez anos.
No entanto, segundo o diretor executivo, a infraestrutura do estado não acompanhou o desenvolvimento econômico dos municípios. “Se a gente quiser crescer nos próximos anos, não tem outra saída a não ser, investir em infraestrutura.”
A situação financeira do Estado e a participação do poder público na criação de um ambiente propício para o desenvolvimento também foram abordados durante o encontro. O senador Pedro Taques citou os recursos aplicados nas obras da Copa em Cuiabá e a precariedade dos serviços públicos oferecidos pelo Estado.
De acordo com ele, o pagamento dos empréstimos realizados para financiar as obras da Copa irá comprometer boa parte dos investimentos da próxima gestão. “Como o Estado vai sobreviver a partir de 2015? Os futuros candidatos ao Governo do Estado precisam conhecer a situação. Faltarão recursos para investir em infraestrutura e ao mesmo tempo, já convivemos com o desespero na saúde e educação.”
Para o prefeito Otaviano Pivetta, o problema do Estado não é a falta de recursos. Segundo ele, nos últimos dez anos, o orçamento estadual aumentou quatro vezes, saltando de R$ 3 bilhões para R$ 12 bilhões. “O Estado tem as condições para resolver os seus problemas. A questão não é a falta de recursos. O nosso problema é a falta de um projeto político de desenvolvimento econômico e social.”