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(Foto: Divulgação)
A Secretaria de Saúde promove, em Lucas do Rio Verde, na próxima semana, uma campanha contra sífilis. A mobilização será realizada de 26 a 29 de agosto em duas unidades de saúde: no Posto de Saúde Central e no PSF XI, no bairro Téssele Junior, das 17 às 20 horas.
A sífilis é sexualmente transmissível, mas pode também ter outras formas de contágio, como transfusões de sangue, mas que são menos comuns. A doença pode se apresentar em três fases: inicialmente com feridas e ínguas na região genital, depois o aparecimento de manchas nas mãos e pés, e ainda, sem diagnóstico e tratamento pode levar a problemas neurológicos, cardíacos, cegueira e até a morte.
“É preciso ficar atento aos sintomas, pois muitas vezes as pessoas percebem o aparecimento de feridas, mas como não coçam, nem doem e desaparecem espontaneamente, acabam deixando passar. A pessoa pode estar doente e não saber”, explica a enfermeira e Supervisora de Atenção Básica de Lucas do Rio Verde, Franciele Silvia de Carlo.
O tratamento é simples a base de antibiótico, mas se não for bem feito pode levar a consequências sérias, tanto para o adulto infectado quanto para o bebê no caso das gestantes. “Com a sífilis congênita, o bebê pode nascer com sequelas, cegueira, surdez ou também outras anomalias”, explica a enfermeira.
O teste nada mais é do que uma picadinha no dedo. É gratuito e o resultado sai em 15 minutos. O foco da campanha é o combate a sífilis e qualquer pessoa que tenha vida sexual ativa pode e deve diagnosticar a doença. “A coleta é feita através de um furinho do dedo. Depois de aplicados os reagentes, em 15 minutos, o paciente sai da unidade de saúde com o resultado”, ressalta Franciele.
Nos últimos seis anos, Mato Grosso registrou mais de 1.700 casos de sífilis. Já em Lucas do Rio Verde, de acordo com a Vigilância em Saúde, em 2012 foram registrados 18 casos e neste ano, 28. “O aumento não se deve por haver mais pessoas infectadas, mas por ter o diagnóstico facilitado, já que todas as unidades de saúde estão fazendo o teste rápido”, finaliza a enfermeira.