hamid.soltani
Looking ahead, Brazil's farmers take up reforestation
Demand for 'greener' products changes growers' tactics
Washington Post Foreign Service
Monday, November 23, 2009
LUCAS DO RIO VERDE, BRAZIL -- For nearly 20 years, Luiz Alberto Bortolini cleared trees and planted soybeans as fast as he could, one of many pioneers who turned this barren outpost into prosperous farmland.
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Now, he and hundreds of other successful farmers are replanting trees as part of an ambitious initiative to reduce deforestation. Their goal -- to set aside one-third of their farms for native vegetation -- is revolutionary in a region long resistant to environmental controls.
"It had to happen, as soon as possible," said Bortolini, 50, who now has a 6,200-acre farm. "This is in the farmers' interests because the farmer is the one most dependent on the environment."
The initiative, driven by the market and by new pressure from regulators, comes as the government considers proposals to dramatically reduce the rainforest destruction that has made Brazil a leading producer of greenhouse gases. Earlier this month, Brazil said it would cut emissions by up to 38.9 percent from projected 2020 levels, a pledge designed to encourage other countries to take major steps at next month's global warming summit in Copenhagen.
"I think what they are moving towards is essentially a no-deforestation position by 2030," said David Cleary, who oversees conservation strategies in Latin America for the Nature Conservancy, an international conservation organization. "It's way, way beyond any commitment that Brazil has made in deforestation before."
Already, deforestation has fallen by half in Brazil since 2006, as the threat of sanctions against ranchers and better enforcement of environmental regulations curbed the fires and chain saws used to raze trees across the world's biggest rainforest.
Still, a swath of forest the size of Connecticut was destroyed last year. Environmentalists also worry about road-paving projects in the Amazon and about the construction of hydroelectric dams in the wilds. Meanwhile, a group of lawmakers is lobbying to loosen the country's forest code, an environmental-protection law that requires farmers in the Amazon to set aside 80 percent of their land for native species.
"This is a good illustration of the stark contradictions at play within Brazil's business-friendly and conservation-minded policy circles," said Christian Poirier, Brazil program coordinator for Amazon Watch. Nascent projects such as the town of Lucas's initiative, he said, are "threatened by forces that seek to dilute the code and by extension dilute Brazil's commitments to reduce emissions going into Copenhagen."
But there are communities in Brazil where farmers and ranchers are working with environmentalists to implement projects balancing development with environmental conservation.
They are driven by a new reality: buyers of agricultural products, from soybeans to meat, increasingly require producers to certify environmentally friendly practices. Lucas farmers, who sell to multinational giants such as Cargill and Bunge, were quick to understand.
"Farmers there, like farmers anywhere, are quite conservative -- they are not environmental angels," said Cleary of the Nature Conservancy. "But they move when they feel it's in their interest to move."
Among the first to take heed in Lucas was Marino Franz, who like many farmers here migrated north from Brazil's more populous south.
He arrived in 1980 and scraped by as a field hand. Today, he has a 25,000-acre spread and owns a plant that refines soybeans into ethanol. He is also the mayor.
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I noticed the concerns European consumers had regarding the environment," Franz said. "They were worried about soy imported from Brazil."
Lucas officials reacted by joining with the Nature Conservancy to develop a proposal to bring farmers in line with forest code regulations, which were rarely observed here and elsewhere in Brazil.
In this region, once a mosaic of savannahs and forests, farmers have to set aside about 35 percent of their land for native vegetation. As an alternative, they can pay to protect unspoiled woodlands far from their state as compensation for past deforestation, an option several farmers said they prefer because of the challenges and costs of replanting trees.
Luciane Bertinatto Copetti, the town's agriculture and environmental secretary, said authorities first mapped the region's 670 farms using satellite imagery and then met with each property owner. Those farmers, she said, have collectively agreed to participate in the replanting effort, which began a few months ago.
That farmers would even consider such a proposal -- which offers no financial assistance -- until recently would have seemed preposterous in a state of hardy individualists.
Barely a generation ago, settlers came here to Mato Grosso, which literally means "thick brush," encouraged by the government, which offered low-interest loans and cheap land. Many struggled, living in tents and toiling in oven-hot fields, far from railway lines and paved roads.
"When we arrived here, there were no laws so there were no instructions from government institutions," said Bortolini, the farmer. "Each one did whatever he thought he could do."
Today, Mato Grosso is an agricultural powerhouse, and Lucas is one of its most prosperous towns.
The population in town hovers above 50,000, twice what it was in 2000, and 485 businesses opened this year. In a way, Lucas could be mistaken for any American farm town -- big, wide streets, mom-and-pop stores, new public schools and dealerships selling John Deere tractors.
Among the first farmers to start replanting was Darci Eichelt, 45, who took up here in 1986.
On a recent morning, he drove his pickup truck along a dirt road through green fields of soybeans. He stopped and walked to a clump of trees. A year ago, they were about three feet tall, he said. Now, some have reached 10 feet.
"Can you imagine all this in 10 years?" he said. "It's going to be beautiful."
TRADUÇÃO
Considerando o futuro, agricultores do Brasil começam o reflorestamento.
Lucas do Rio Verde – Brasil – por quase 20 anos, Luiz Alberto Bortolini livrou-se de árvores e plantou soja tão rápido quanto pôde, um dos muitos pioneiros que transformaram esta terra estéril em fazendas prósperas.
Agora ele e centenas de outros fazendeiros bem sucedidos estão replantando árvores como parte de uma iniciativa ambiciosa para reduzir o desmatamento.
O objetivo deles – reservar 1/3 de suas fazendas para a vegetação nativa – é revolucionário em uma região muito resistente a controles ambientais.
“Isto tinha que acontecer, tão logo quanto possível”, disse Bortoline, 50, que agora tem uma fazenda de 6.200 acres. Isto é do interesse dos fazendeiros porque o fazendeiro é o que mais depende do meio ambiente.
A iniciativa, impulsionada pelo mercado e pela nova pressão dos reguladores, vem ao governo considerar as propostas para reduzir drasticamente a destruição da floresta que tornou o Brasil um produtor líder em gases de efeito estufa. No início deste mês, o Brasil disse que cortaria as emissões em 38,9% os níveis projetados até 2020, uma promessa designada para encorajar outros países a tomar medidas importantes para o próximo mês na Cúpula do Aquecimento Global em Copenhague.
“Eu acho que eles estão se movendo no sentido que é essencialmente uma posição não-desmatamento até 2030”, disse David Cleary, que supervisiona as estratégias de conservação na América Latina para a Nature Conservancy, uma organização internacional de conservação. “Esta é a maneira além de qualquer compromisso que o Brasil fez no desmatamento antes”.
Já, o desmatamento, caiu pela metade no Brasil desde 2006, com a ameaça de sanções contra os fazendeiros e melhor execução das regularizações ambientais, restringiu as queimadas e motosserras usadas para destruir árvores por toda a maior floresta tropical do mundo.
Ainda assim, uma parte da floresta do tamanho do estado de Connecticut foi destruída ano passado.
Ambientalistas também preocupam-se com os projetos de pavimentação das estradas na Amazônia e sobre a construção de barragens hidrelétricas em regiões agrestes.
Enquanto isto, um grupo de parlamentares está fazendo pressão para afrouxar o código florestal do país, uma lei de proteção ambiental exige que fazendeiros da Amazônia reservem 80% de suas terras para espécies nativas.
“Esta é uma boa ilustração das contradições rígidas em jogo no Brasil dos negócios amigáveis e círculos políticos de espírito de conservação”, disse Christian Poirier, coordenador do programa para Amazon Watch. Projeto Nascentes como a iniciativa da cidade de Lucas, ele diz; são ameaçadas por forças que procuram atenuar o código e por extensão, atenuar os compromissos do Brasil em reduzir as emissões para entrar em Copenhage”.
Mas há comunidades no Brasil onde fazendeiros e agricultores estão trabalhando com o meio ambiente para implementar projetos balanceando o desenvolvimento com conversão ambiental.
Eles são movidos por uma nova realidade: compradores de produtos agrícolas, desde soja a carne, requerem cada vez produtores para certificar práticas em favor do meio ambiente.
Fazendeiros de Lucas, que vendem para os gigantes multinacionais como a Cargil e Bunge, foram rapidamente compreendidos.
Fazendeiros lá, como fazendeiros em qualquer lugar são bastante conservadores – eles não são anjos ambientalista”, disse Cleary da Nature Conservancy. “Mas eles mudam quando sentem que é do interesse deles mudar”.
Entre os primeiros a chegar e liderar ações em Lucas, estava Marino Franz, que como muitos fazendeiros daqui, migraram para o Norte vindos do Sul mais populoso do Brasil. Ele chegou em 1980 e trabalhou com suas próprias mãos.
Hoje ele tem 25.000 acres espalhados e possui uma Usina que refina soja em etanol. Ele é também o prefeito.
“Eu percebi a preocupação que o consumidor europeu tinha em relação ao meio ambiente”, diz Franz. Eles estavam preocupados sobre o soja importado do Brasil.
Funcionários de Lucas reagiram juntando com a The Nature Consercancy para desenvolver uma proposta para trazer os fazendeiros na linha com o código de regulamentação florestal, os quais eram raramente observados aqui e em qualquer outro lugar do Brasil.
Nesta região, outrora um mosaico de savana e florestas, fazendeiros tem que reservar por volta de 35% de suas terras para a vegetação nativa. Como uma alternativa, eles podem pagar para proteger as florestas virgens longe de seu estado como compensação pelo desmatamento do passado, uma opção que muitos fazendeiros/agricultores, dizem preferir à mudanças e custos de replantar árvores.
Luciane Bertinatto Copetti, secretária de Agricultura e Meio Ambiente, disse que, primeiro as autoridades mapearam a região de 670 fazendas usando imagens de satélite e então encontraram com cada proprietário de imóvel. Aqueles fazendeiros, ela diz, tem um acordo coletivo para participar no esforço do replantio, que começou a alguns meses atrás. Aqueles fazendeiros jamais considerariam tal proposta a qual oferece nenhuma assistência financeira até recentemente teria parecido absurdo em um estado de ousados individualistas.
Apenas uma geração atrás, colonos vieram aqui para Mato Grosso, que literalmente significa moita, encorajados pelo governo que ofereceu empréstimo a juros baixos e labutando em campos no calor escaldante, distante de ferrovias e estradas pavimentadas.
“Quando nós chegamos aqui, não havia leis então não havia instrução das instituições governamentais”, disse Bortolini, o fazendeiro. “Cada um fazia tudo o que pensava que podia fazer”.
Hoje, Mato Grosso é um celeiro agrícola e Lucas é uma das cidades mais prósperas.
A população da cidade está em torno de 50.000 habitantes, duas vezes mais que estava em 2000, e 485 empresas abriram este ano. Lucas poderia ser confundida por uma cidade agrícola americana – grande, amplas ruas, pequenas empresas, novas escolas públicas e concessionárias vendendo tratores John Deere.
Entre os primeiros fazendeiros que começaram o replantio, estava Darci Eichelt, 45, que chegou aqui em 1986.
Em uma recente manhã, ele dirigia sua caminhonete por uma estrada de terra através dos campos verdes de soja. Ele parou e caminhou até um grupo de árvores. Há um ano atrás, elas tinham apenas três pés de altura, ele disse; agora, algumas já alcançaram 10 pés de altura.
“Você pode imaginar tudo isso em 10 anos?, ele disse. Vai ser bonito!”
Traduzida por Silvana Puziski