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(Foto: Ascom/Orlando Albuquerque)
Lucas do Rio Verde está prestes a eliminar definitivamente um dos principais gargalos que dificulta a instalação de grandes indústrias no município. Até 2013 serão investidos R$ 40 milhões na construção de duas subestações de energia, que juntas serão responsáveis pela produção de 135 MVA (megavolt ampère).
Uma das unidades está sendo construída pela Brasil Foods (BRF) e depois de finalizada terá capacidade de 60 MVA. A primeira etapa das obras deve ser concluída no início de outubro, com energização de 30 MVA, prevista para o dia 5.
Estão sendo investidos aproximadamente R$ 25 milhões e a previsão é concluir toda obra até o final de 2013. Segundo informações da empresa, a construção da subestação faz parte do projeto de expansão da BRF, que contempla investimentos na ordem de R$ 445 milhões até 2015.
Atualmente, a empresa gera 4.500 empregos diretos, no abate diário de 5 mil suínos, 300 mil aves e na industrialização de duas mil toneladas de produtos (mortadela, bacon e linguiça) por mês. No entanto com a oferta de energia e os investimentos, a expectativa é dobrar o número de empregos, a capacidade de abate de suínos e aumentar em 50% o abate de aves.
A outra subestação faz parte do projeto da Eletrobrás Eletronorte, também com previsão de término das obras para dezembro deste ano. Estão sendo investidos R$ 15 milhões e depois finalizada a construção, a unidade terá capacidade de geração de 75 MVA.
Com o término das obras das duas subestações, Lucas do Rio Verde terá a disposição 135 MVA, o suficiente para manter o desenvolvimento econômico do município nos próximos dez anos e abastecer uma cidade de até 400 mil habitantes.
Segundo o prefeito Marino Franz, o aumento na capacidade de energia disponível é a melhor notícia para Lucas do Rio Verde nos últimos anos, porque não beneficia somente a indústria e a agricultura, atinge toda a população. “É um presente para o município, desde a dona de casa até os empresários, todos serão beneficiados. Com a oferta de energia, a cidade vai continuar crescendo e gerando oportunidades para todos.”
Atualmente, o município utiliza toda a capacidade, o que inviabiliza novos empreendimentos. “Se um produtor rural quiser montar um armazém, um pivô central ou qualquer outro empreendimento, ele não tem como montar, porque não tem energia disponível.”
A atual subestação produz 60 MVA, no entanto, a partir de outubro, com a energização da primeira etapa da BRF, serão liberados mais 20 MVA e no final do ano, com a conclusão das obras da Eletronorte, mais 75 MVA.
O prefeito ressalta que para atrair um investimento dessa envergadura são necessários no mínimo 6 anos de trabalho e planejamento. “A luta para a viabilização da subestação de energia começou em 2005, junto com os diretores da BRF, Júlio Cavazzin e Nadir Cervelin e da Cemat.”
De acordo com ele, foram diversas idas a Eletronorte em Cuiabá e Brasília, mostrando o potencial do município e a necessidade de investimentos em infraestrutura. “A construção das duas subestações é resultado do meu empenho como prefeito. Aqui não tem recurso da prefeitura, do Estado ou da Cemat, tem recurso da BRF que não teria a obrigação de investir em subestação.”