hamid.soltaniEm comemoração ao dia 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial, a Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde, por meio do Grupo de Educação e Saúde (GES), promove a partir de segunda-feira (26) a Semana do Hipertenso.
A abertura do evento será realizada no auditório da Câmara de Vereadores, a partir das 13h30. A “Tarde do Hipertenso”, como esta sendo chamada terá a participação do médico especialista em Hipertensão Arterial, Fábio Argenta e da nutricionista Janes Dalastra Piva. Porém, durante toda a semana, os profissionais da saúde estarão orientando a população em todas as unidades de saúde do município.
De acordo com a presidente do GES, Karime Souto Gonçalves, o objetivo da semana é conscientizar a população sobre o que é a hipertensão, como evitá-la e, principalmente, como conviver com a doença.
Dados do Ministério da Saúde revelam que a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos principais problemas de saúde pública do Brasil, estima-se que de 15% a 20% da população adulta seja hipertensa. Segundo o ministério, a doença também é responsável por aproximadamente 40% das mortes por acidente vascular encefálico e 25% das ocorrências de doença arterial coronariana.
Em Lucas do Rio Verde, segundo dados do Sistema de Informação da Atenção Básica (Siab), existem mais de dois mil hipertensos cadastrados, o que equivale a 6% da população adulta. Porém, estima-se que o número de doentes seja maior, uma vez que, muitas pessoas possuem a doença e não sabem.
Segundo a coordenadora do PSF VI, Taís Garcia de Carvalho, a hipertensão arterial é uma doença crônica, que quando não controlada pode gerar lesões em vários órgãos e provocar doenças cardíacas (hipertrofia ventricular, angina ou infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca), acidentes vascular cerebral (conhecido como derrame cerebral), nefropatia, doença arterial periférica e retinopatia.
A coordenadora explica que existem fatores que predispõe o aparecimento da doença como histórico familiar, idade, sexo, raça, porém, a prevenção ou o adiamento da doença pode ser obtido através da eliminação de fatores de riscos ambientais como o sedentarismo, obesidade, consumo de alimentos inadequados (excesso de sal, gordura animal, ingestão diária de mais de 100 ml de café, ou bebidas com cafeína), uso abusivo de álcool, estresse não gerenciado e tabagismo.